por uma música universal, mas com identidade
Linguagem universal que une idiomas e supera diferenças culturais, a música consegue acima de tudo emocionar, aproximando o ser de sua própria natureza. Harmonizar o homem com o mundo: eis a função da música, e que a Orquestra de Câmara Solistas de Londrina (OCSL) não só adotou como lema como foi além, buscando através de seu trabalho um diálogo também com o etéreo, o transcendental.
A série de concertos nas igrejas, que a orquestra vem realizando desde 2001, é um exemplo. Dentro desses espaços, a música executada pelo grupo auxilia o contato com o divino, e esse contato contribui para se sentir a música de uma forma mais profunda
Em sua trajetória, que acaba de completar dez anos, a orquestra também tem demonstrado uma preocupação com a identidade – não apenas desenvolvendo um trabalho que os identificassem e diferenciassem, mas também incluindo compositores brasileiros em suas apresentações e álbuns, valorizando o fato de ser uma orquestra brasileira.Isso fica bem claro com o lançamento de seu mais novo álbum, intitulado “Série Retratos Brasileiros – Guerra-Peixe”. Trata-se do primeiro disco de uma série que os Solistas de Londrina pretendem lançar, privilegiando compositores nacionais.
criando oportunidades
Reunir músicos com qualidades técnica e profissional suficientes para atuar como solistas em concerto, dar-lhe coesão e harmonia e assim criar uma orquestra de câmara. Foi com essa proposta que Evgueni Ratchev idealizou e fundou, com êxito, a Orquestra de
Câmara Solistas de Londrina, em 1998.
A qualidade do grupo foi reconhecida já em seu primeiro CD gravado, Imagens Brasileiras: o disco venceu o Prêmio TIM de Música Brasileira nas categorias Melhor CD Erudito e Melhor Projeto Visual e o Prêmio Saul Trumpet de Melhor CD Erudito, em 2003.
Com esse reconhecimento, surgiram também novas oportunidades, como o convite para participar do CD-ROM Álbum de Retratos, desenvolvido pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial e a gravação da trilha sonora do desenho animado francês Marsupilami. Os Solistas de Londrina também foram convidados a realizar o concerto de abertura do 15º Festival Internacional de Música de Inverno de Campos (RJ).
Desde 2007 os Solistas de Londrina integra o maior projeto de música erudita do País, na série SESI Música, promovida pela Art Invest, em São Paulo. Nesse mesmo ano, a orquestra recebeu o prêmio estadual no Concurso de Apoio à Circulação de Espetáculos de Música promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, possibilitando a apresentação do espetáculo “Música dos Séculos” em 10 cidades do Paraná. Através de um concurso realizado pelo Ministério da Cultura, a OCSL foi agraciada ainda com o Prêmio Apoio a Orquestras/Funarte.
A OCSL sempre se preocupou em trocar experiências e crescer com o trabalho de outros artistas. Nesses mais de dez anos, a orquestra já acompanhou solistas conceituados, como o oboísta Alex Klein, o violoncelista Antonio Del Claro, os violonistas Yamandú Costa e Fábio Zanon, os violinistas Eva Szekely, Evgenia-Maria Popova e Alessandro Borgomanero,o violista Jairo Chaves e o pianista Pablo Rossi, entre outros alem de se apresentar sob a batuta do maestro João Carlos Martins.
Outra preocupação desse grupo londrinense está em levar a música erudita aos mais diversos públicos, contribuindo para a formação de novos apreciadores. Além das apresentações em diversas cidades e do já mencionado projeto Concerto nas Igrejas, a orquestra também se apresentou em festivais de música e em escolas. Em 2006, o quinteto de cordas do grupo recebeu apoio da Petrobrás e Funarte para se apresentar em escolas públicas de Londrina e região. E, para 2009, tem agendado um circuito estadual de 10 concertos, através do prêmio conquistado recentemente no Concurso de Apoio à Circulação de Espetáculos de Música, pela Secretaria de Estado da Cultura, além de concertos com a participação de solistas convidados.
uma jornada no compasso da música
Quando optou pela carreira musical, Evgueni Ratchev assumiu um compromisso vitalício de dedicação à música em tempo integral. E, para quem escolhe este caminho, geralmente a música acaba apontando rumos bastante inesperados. Foi assim que este búlgaro, formado na Academia Superior de Música de Sófia, veio parar em Londrina, em uma jornada que já havia deixado marcas em várias outras cidades do mundo. Finalista do Concurso Internacional de Violino Johann Sebastian Bach, na Alemanha, também foi spalla e solista de uma das mais importantes orquestras de câmara da Bulgária, a “Studio Concertante”. E apresentou-se nos continentes europeu, africano e asiático.
A oportunidade de vir ao Brasil surgiu em 1987, a convite do governo do Pará. Lá, Ratchev criou o Quarteto de Cordas de Belém e a Orquestra de Câmara do Pará, da qual foi spalla e regente. Como maestro convidado e solista, atuou nas orquestras sinfônicas de Belo Horizonte, Brasília e Paraná, além da Orquestra de Câmara Cidade de Curitiba e Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel).
Desde 1996 , Ratchev é spalla da OSUEL e além de cuidar da direção musical da Orqeustra de Câmara "Solisats de Londrina", também se dedica a repassar aos mais jovens um pouco de sua experiência. Foi docente de violino e música de câmara do curso de Música da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná e atualmente é professor titular de violino do curso de Música do Colégio Mãe de Deus, em Londrina. Realiza ainda master classes de violino na University of Missouri-Columbia (EUA), onde também atua como solista e regente em concertos da orquestra filarmônica da instituição e da Missouri Chamber Orchestra.
Orquestra de Câmara Solistas de Londrina
Ios Violinos
Evgueni Ratchev - Spalla e direção musical
Fábio Brucoli
Nikolau Ratchev
Leila Tascheck
IIos Violinos
Afonso de Jesus Mesquita Barros
Matheus Garcia Souza
Bárbara Scarinci
Violas
Jairo Chaves
Natanael Fonseca
Violoncelos
Daniel Lessa
Vanderlei de Oliveira
Contrabaixo
Jorge Luiz Silva
Cravo
Irina Ratcheva
Arquivista
Erna Verônica Vogler Chaves
Produção:Irina Ratcheva
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