
Daniel Guedes, no violino e Antônio Del Claro, no Violoncelo
Um na Hungria e outro no Brasil. A distância geográfica é grande, mas as obras de Zoltan Kodaly e Villa-Lobos se aproximam em ao menos em dois pontos: ambos exploravam o folclore e tinham relação com o ensino. Villa-Lobos foi o introdutor do ensino do canto orfeônico nas escolas e Kodaly desenvolveu método de formação de crianças.
O violoncelista Antônio Del Claro explica que este foi o motivo da escolha de se fazer uma apresentação com obras destes dois compositores. O concerto “Villa-Lobos: o Kodaly brasileiro?” será na segunda-feira, (20), às 18 horas, no Teatro Zaqueu de Melo (R:Rio de Janeiro, 413), com ingresso a R$ 10, e R$ 5, (meia).
“Será um concerto com violino e violoncelo. Esta é uma formação mais rara, geralmente a formação é quarteto ou trio com piano”, explica. No violino estará Daniel Guedes. “Será um prazer tocar com Daniel Guedes que é o maior violino do Brasil”.
Os músicos executarão os dois “Choros-Bis”, de Villa-Lobos e “Duo para Violino e Violoncelo”, de Kodaly. A primeira peça, segundo Del Claro, trata-se de um choro com linguagem mais sofisticada. “É um choro com uma roupagem mais arrojada para a época”, afirma.
A segunda, também apresenta uma linguagem diferenciada. “Kodaly, assim como Villa-Lobos explora bastante o folclore húngaro, mas com uma linguagem, que às vezes, quase chega ao impressionismo”, afirma Del Claro. “As duas obras foram muito bem escritas e apresentam recursos técnicos que se diferenciam do tradicional”.